Fui ao SESC da Esquina (Curitiba-PR) pra ver uma apresentação da orquestra youtube sob o comando de Marcelo Camelo.
Eu sabia o que ia assistir, paguei pra ver o cara experimentar construções sonoras e visuais com vídeos do You Tube. Mas se 10 pessoas naquele teatro tinham essa mesma informação era muito. Tudo denunciava que a sala estava cheia de figuras pseudo-cults esperando o sujeito-do-los-hermanos cantarolar ao violão.
Digam lá, como pode esse monte de gente sair de casa, pagar 10 ou 20 reais pra ver o-que-não-sabiam-que-ia-ser?!
Simplesmente ridículo. O público era infantil, esnobe, riu e fez “gracejos” quando o som travou; pediu Raul numa das pausas, se achando o mais cool e inteligente pela bela piada.
Mais uma vez, tive vergonha pelos outros numa sala de espetáculo curitibana. É sério. O público faz pouco da coisa toda e ainda pede bis (!!!). Só rindo…
Resumo: ninguém sabia que não era um show de canções, a vergonha, a pose e o recato impediram a debandada em massa, e a falta de convicção se escondeu atrás de risinhos, comentários e piadinhas abafadas até que o sr. Orquestra youtube percebeu que não fazia sentido continuar a apresentação.
Tudo bem, acho que a orquestra youtube de Camelo ainda precisa encontrar alguns caminhos, não saturar tanto, trabalhar melhor com a variedade e com as infinitas possibilidades materiais do som, mas e daí? O cara tá fazendo o trampo dele; deixa o cara.
Falando sério, a performance do público foi ridícula.
É tudo pose (e espírtito de bocó). E a pose é o ‘mais ou menos’, o ‘tanto faz’, o ‘qualquer coisa’, é encher a boca de nomes de bandas e filmes coroados pela crítica e resumir seu apreço, revelando toda profundidade possível, na expressão ’isso é foda, piá’.
Bizarro.
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